quinta-feira, 17 de maio de 2012


A origem da desigualdade entre os homens




Estado de natureza: O homem é naturalmente bom e independente.

 A origem das desigualdades sociais e do estado social-político. Na natureza as desigualdades se relacionam ás capacidades e ás necessidades individuais. Em um confronto armado, um civilizado facilmente abateria um selvagem. Todavia, desarmados, ver-se-ia a vantagem de dispor de si mesmo por inteiro o tempo todo.

 O primeiro a marcar um pedaço de chão e a declarar “isto é meu” violou o Estado de natureza. Portanto, a propriedade privada é a causa da primeira desigualdade social: ricos e pobres. Acossados pela turba de despossuídos, os ricos persuadiram os pobres a um acordo demagogo. Surge o Estado democrático e, com ele, a segunda desigualdade: poderosos ao poder, os governantes se auto declaram reis e deuses. A desigualdade raia ao absurdo dá-se os senhores e os escravos.

Explicação: A demagogia tornou-se necessária? Na natureza você se torna algo pelo que é capaz de usufruir dela, por exemplo, você é o que come e bebe. Você é um ser absolutamente livre na natureza, ela te deu um corpo e que este, por sua vez, te deu a necessidade de consumir o que ela te oferece, tudo dependerá de sua capacidade. Quando algo se torna seu na natureza, faz com que detone a necessidade dos fracos que não são capazes de tirarem o melhor dela. Quando se cerca um lugar e dá-se uma ideia de posse surge  desigualdade, e o proprietário (forte) se torna rico, e os que não têm pobres (fraco), criando a economia. Assim, logo que chegam os pobres nesta posse e se juntam para invadi-la com violência e criando o Estado de poder porque os pobres em massa são mais poderosos e o rico fica em desvantagem sendo um só.

 Logo se tem a situação política que para o estado de guerra não vem da natureza e, sim, de nós mesmos, e o egoísmo é o único culpado da desigualdade econômica. “A luta do homem contra o homem não saiu da natureza e, sim, do próprio homem”. Com esse pensamento contrariou o pensamento de Hobbes que dizia que o estado de guerra era natural.

 A demagogia do rico usa o argumento que tem um elo em comum com o pobre, o discurso de Hobbes, ele diz que eles não podem matá-lo por ser semelhante a eles, e todos querem viver, e a guerra só acaba com a vida. O rico sabe que se ele guerrear ele morre, mas diz aos pobres que indo contra ele e a ideia de posse, ameaçariam a espécie. Isso faz com que os pobres abaixem a cabeça e encolham o rabo, transferindo seu poder automaticamente para o rico e que só ele tenha o poder de matar, tornando-se governante.

A desigualdade a partir deste momento é de Governo e Governado. Com o passar do tempo o governante se acostumou a mandar e o governado a obedecer, e para ser governante precisa-se ter apenas o desejo de governar, o governado não faz nada que deseja, até que o governante mande-o fazer algo. Dentro disto, a ideia de Deus cerca a natureza, sendo dono dela o governante se torna Deus.

Um comentário:

  1. O homem é um animal social. A partir dessa premissa o pensamento ocidental tomou força e estendeu a política, a sociedade, os costumes e a ética para a vida do homem moderno. Do nômade caçador ao cidadão de uma metrópole, vários avanços contribuíram para que o ser humano estendesse seus domínios. Suas conquistas revolucionaram a vida e a forma de pensar, reunindo em famílias, clãs, comunidades gentílicas, vilarejos, cidades e, por fim, grandes metrópoles, indivíduos que iniciaram uma vida em conjunto, fazendo parte de um todo. Mesmo assim, o avanço tecnológico, a solidão e o estresse provenientes de um ritmo desenfreado de trabalho, a perda de alguns costumes e o distanciamento das ideias de união transformaram os homens em ilhas cercadas de solidão por todos os lados. Visto isso, percebemos que a sociedade capitalista atual reflete a natureza das relações humanas a partir da ideia de que o lucro ante)cede, por assim dizer, a vida. Fato que se nota ao observar, atualmente, a concentração de capital, o enriquecimento, o status advindo da riqueza, que transformaram homens em máquinas de lucro, os quais absorvem capital sem que tenham tempo de gastá-lo. Dessa forma, a lógica capitalista afasta cada vez mais os homens de um real convívio em sociedade. A preocupação do trabalho e da aquisição de bens modificou o sentido da satisfação: se, antes, suficiente fosse um almoço familiar ou uma reunião de amigos, hoje o que satisfaz o homem contemporâneo é a busca de um divertimento muitas vezes solitário. O progresso tecnológico individualiza o homem; o faz escravo das possibilidades que o dinheiro compra e o fecha em si mesmo por encontrar o conforto que necessita — sem precisar de um maior relacionamento com o mundo. Eis, então, o processo de individualização do homem, escravo de sua própria solidão. Tal solidão, enquanto afasta os indivíduos, dá novo significado à palavra sociedade. Em sentido lato, ser social não mais significa ser atuante e vivo, mas sim oculto e esquecido. As ilhas humanas, vistas sobretudo nos grandes centros financeiros, fazem com que os homens encontrem, em um processo de alienação, a busca para o que realmente procuram: acima de tudo o acúmulo de capital, esquecendo-se de suas próprias vidas e de que se encontram vinculados a um meio pulsante e vivo, que vive a partir do relacionamento de suas forças. A ideia de que o homem é um animal social, ao que parece, está perdendo força. Atualmente, assistimos ao nascimento do ser humano marginal, periférico, que se autoexclui. A solidão, sem dúvida, é a índole do século XXI. Resta saber até quando todos conseguirão sobreviver em suas próprias ínsulas.

    (Resolvi comentar, mesmo que você já tenha deixado explícito que meus apontamentos não são exatamente relevantes. Em todo caso, basta ignorá-los.)

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